Um esclarecimento importantíssimo!

25 Janeiro, 2009

No último post anunciamos o início dos testes em humanos com células-tronco embrionárias (CTE). Apesar da notícia ser, para nós, motivo de grande alegria, não podemos “tirar os pes do chão” e, para isso, nada melhor que a palavra da Dra. Mayana Zatz. Vejam o que ela diz no site da Revista Veja desta semana.


Células-tronco embrionárias: começam testes em humanos!

24 Janeiro, 2009

Uma das notícias mais esperadas por todos nós é divulgada menos de uma semana após a posse do novo presidente americano Barak Obama: finalmente começarão os teste em humanos com células-tronco embrionárias! Um laboratório dos Estados Unidos obteve autorização da FDA para aplicar a técnica em lesionados medulares, onde a área a ser regenerada é menor do que nos casos de portadores de patologias degenerativas. Apesar da cautela dos cientistas, muitos já concordam com a grande importância desse passo para a cura de outras doenças, inclusive a nossa Dra. Mayana, que declarou seu otimismo no Jornal da Record. Veja a matéria no link do Jornal Nacional do dia 23 de janeiro de 2009.


Teste usará células-tronco de feto para tratar derrame

20 Janeiro, 2009

19 de janeiro de 2009 • 07h06 • atualizado em 19 de janeiro de 2009 às 08h49
Notícias
Da BBC Brasil
São Paulo
Uma equipe de pesquisadores da Escócia vai iniciar testes clínicos para verificar se células-tronco podem ser usadas para tratar pessoas que sofreram derrame.
As células, provenientes de células de um feto abortado, serão injetadas no cérebro de pessoas que sofreram derrames – nome comum dado ao acidente vascular cerebral (AVC), causado pela interrupção de fluxo sanguíneo no cérebro.
Os cientistas do Southern General Hospital, na cidade de Glasgow, esperam que as células regenerem áreas danificadas pelo derrame e aumentar a capacidade de movimento e habilidade mental.
Os testes, previstos para começar na metade deste ano, inicialmente vão envolver quatro grupos de três pacientes e vão durar dois anos.
Os médicos vão testar primeiro a segurança do procedimento, mas existe a possibilidade de que alguns pacientes se beneficiem do tratamento.
Primeiro será administrada uma dose pequena, com dois milhões de células-tronco fetais. Ela vai aumentar gradativamente durante o período de testes e, no final, chegará a 20 milhões de células, que os médicos acreditam ser o número suficiente para dar início ao processo de regeneração do tecido.
Keith Muir, especialista que lidera os testes no Southern General Hospital in Glasgow, disse: “Se funcionar, e funcionou em sistemas moldados em animais, (o tratamento) pode permitir que novas células nervosas cresçam ou regenerem células existentes e a recuperação real de funções em pacientes que, de outra forma, não conseguiriam recuperar funções”.
Incapacitados
Um terço dos pacientes com derrame se recupera plenamente, mas os restantes morrem ou acabam permanentemente incapacitados porque tiveram o cérebro muito danificado.
Atualmente, o único tratamento disponível é fisioterapia para restaurar movimentos e funções do cérebro. Mas Muir acredita que a nova terapia tem o potencial de beneficiar pacientes que tiveram uma melhora limitada através de fisioterapia.
“Para a alta porcentagem de pacientes que conseguem uma recuperação incompleta, (o tratamento com células-tronco) tem o potencial de introduzir novas células que vão permitir novo crescimento”, afirmou Muir.
“Do contrário, você está tentando potencializar a recuperação em áreas que estão fundamentalmente danificadas e não pode regenerar além de um certo nível básico”.
“Você pode reorganizar o cérebro, pode ajudar esta reorganização com fisioterapia, mas não pode fazer novas células nervosas crescerem. A esperança com células-tronco é que, ao colocar uma nova célula e novo tecido, pode-se avançar esta recuperação”, completou.
Autorização para testes
A companhia que desenvolveu as células-tronco, Reneuron, pediu autorização pela primeira vez para começar os testes clínicos há dois anos, nos Estados Unidos.
No entanto, a companhia não conseguiu sinal verde da Food and Drug Administration (FDA, o órgão do governo americano que controla alimentos e remédios).
A Reneuron conseguiu agora satisfazer o critério do órgão regulamentador britânico Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency, de que a terapia é segura o suficiente para ser aplicada em pacientes de derrame.
Sinden acredita que seu sucesso levará outras companhias frustradas com a lentidão dos processos no FDA a pedirem autorização para testes na Grã-Bretanha e outras partes da Europa.
Mas o uso de um feto humano abortado para criar células-tronco é polêmico e tem provocado forte resistência de grupos que se opõem ao uso de embriões neste tipo de pesquisa médica.
Quando a Reneuron anunciou que iria pedir autorização para realizar testes clínicos à FDA, a Sociedade para a Criança Não-Nascida (Society for the Unborn Child) criticou duramente a proposta.
Um porta-voz declarou que os testes “envolvem canibalização de uma criança não-nascida”. “É antiético em todos os aspectos – matar um membro da raça humana para ajudar outro. Nós nos opomos totalmente a isto”.
Em resposta Sinden disse que foi usado apenas um feto. “Nós só pegamos um tecido para fazer este produto. Nós temos uma tecnologia que pode multiplicar uma célula individual em todas as células necessárias para tratar milhares de pacientes. Nós achamos que esta é uma grande vantagem da tecnologia que temos e realmente anula as preocupações éticas sobre o uso original de tecido fetal. Seria eticamente errado negar tratamento”.
 
BBC Brasil


Mensagem de ano novo

11 Janeiro, 2009

Bem vindos a 2009!

Como diria nosso grande compositor Ivan Lins, “apesar dos perigos”, aqui estamos, iniciando “um novo tempo”.

E, para começar bem, escolhi esta reflexão de Leo Buscaglia, educador ítalo-americano, autor do excelente livro “OS DEFICIENTES E SEUS PAIS” (ed. Record, 2005, 415 pgs.), que elaborou estes 12 preceitos no sentido de percebermos as mudanças de paradigmas em relação às pessoas com deficiência no século XXI:

1- Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos, à sociedade.

2- Lembre-se de que cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa “única”. Não existem 2 crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma.

3-  Lembre-se de que elas são pessoas antes de tudo e que têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas – no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas.

4-  Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo.

5-  Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam.

6-  Lembre-se de que somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.

7-  Lembre-se que as pessoas com deficiência devem agir por conta própria. Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários – mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível.

8- Lembre-se que as pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte.

9-  Lembre-se de que as pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam mas o que elas desejam ser.

10- Lembre-se de que as pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas – impor-lhes nossos padrões( ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste.

11-  Lembre-se de que as pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras.

12-  Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.

FELIZ ANO NOVO !!!